A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, afirmou ao R7 que a epidemia de dengue no Distrito Federal “está sob controle”. O DF registrou 7.329 casos prováveis da doença desde o começo do ano, um aumento de 435% em relação ao mesmo período do ano passado. “Mesmo com o aumento no número de casos, nós estamos com uma estrutura capaz de responder”, disse Lucilene. Em 2023, foram registrados 40.934 casos prováveis de dengue no DF, uma redução de 45,4% em relação ao ano anterior, em que 70.573 casos prováveis foram notificados. • Clique aqui e receba as notícias do R7 no seu WhatsApp • Compartilhe esta notícia pelo WhatsApp • Compartilhe esta notícia pelo Telegram • Assine a newsletter R7 em Ponto Lucilene afirma que, de acordo com o ciclo do mosquito, existe um pico da doença a cada quatro anos. Segundo a secretária, o DF não foi um dos locais mais atingidos pela doença, mas as chuvas fortes e as altas temperaturas recentes podem explicar a atual epidemia. A secretária disse que a dengue é “um tema transversal” e está sendo tratado conjuntamente por diversas frentes, como outras secretarias, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), o Corpo de Bombeiros e outros. Lucilene reforçou a importância da cooperação da população. “Estamos indo por todas as vertentes, mas precisamos da ajuda da população na questão da fiscalização”, explica. Segundoa secretária de Saúde, ainda não é possível prever quando os casos vão diminuir. “Precisamos que a chuva venha no tempo certo. Com as medidas de vigilância, o fumacê, intensificação da fiscalização, coleta de resíduo, cercamento de terrenos, tudo isso em conjunto acontecendo, teremos a queda”, ressalta. O GDF anunciou na última quinta-feira (18) as medidas implantadas para combater a dengue. A vice-governadora Celina Leão (PP) solicitou ao Ministério da Saúde a antecipação do cronograma de vacinação contra a dengue para a capital. A partir de sábado (20), nove tendas vão funcionar em regiões administrativas estratégicas por 45 dias para testagem da população, orientação e hidratação das pessoas doentes. Onze unidades básicas de saúde vão funcionar com horário ampliado, de 7h às 22h, para garantir atendimento a pacientes e 38 carros de fumacê circulam de 4h às 6h e de 17h às 19h. A previsão é que tenha pelo menos um veículo por região administrativa. Além disso, a secretária afirma que 300 soldados do Corpo de Bombeiros foram treinados para fazer visitas em domicílio e ajudar com medidas preventivas da doença e agentes de vigilância ambiental serão contratados. Um canal de telefone foi criado para prestar informações à população sobre os locais das tendas e outras informações da doença. O número é o 199.

