Uma disputa trabalhista envolvendo a atriz Isis Valverde e uma ex-funcionária doméstica foi encerrada após acordo judicial no valor de R$ 30 mil. A trabalhadora pedia indenização superior a R$ 380 mil sob alegação de jornada excessiva, acúmulo de funções e descumprimento de direitos trabalhistas. A defesa da artista negou todas as acusações e sustentou que o processo continha informações falsas.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Dia, a mulher foi contratada inicialmente para atuar como cozinheira, recebendo salário de R$ 1,5 mil. Na ação, ela afirmou que trabalhava de segunda a sexta-feira, das 8h30 até 20h ou 20h30, cumprindo uma carga horária superior à prevista para a função.
A ex-funcionária também alegou que passou a desempenhar atividades além das originalmente contratadas e que o intervalo intrajornada não era respeitado. Conforme o processo, ela usufruía cerca de 20 minutos de descanso, quando a legislação prevê intervalo mínimo de uma hora para jornadas mais extensas.
A ação foi protocolada originalmente em 2022, mas acabou arquivada em 2024 após determinação judicial relacionada à apresentação de cálculos processuais. No ano seguinte, a trabalhadora ingressou novamente com a demanda, que seguiu tramitando até a celebração do acordo entre as partes.
O valor inicialmente reivindicado pela autora da ação era de R$ 385.233,56. No entanto, o processo foi encerrado mediante acordo de R$ 30 mil.
Defesa rebate acusações
Após a repercussão do caso, o advogado Ricardo Brajterman, responsável pela defesa de Isis Valverde, contestou as informações divulgadas e afirmou que parte da cobertura sobre o processo apresentou apenas a versão da ex-funcionária.
Segundo ele, a contestação apresentada pela atriz demonstraria que as alegações não correspondiam à realidade.
“Matérias jornalísticas vêm divulgando, de forma tendenciosa e parcial, processo trabalhista encerrado há meses, dando como verdade absoluta e incontestável somente os argumentos da reclamante”, afirmou.
O advogado argumentou ainda que o valor final do acordo seria incompatível com as acusações apresentadas inicialmente.
“Num primeiro momento o Judiciário mandou arquivar o processo e, numa segunda tentativa, foi feito um acordo em valor muitíssimo menor. Fossem verídicas as acusações, obviamente a autora buscaria o valor que pediu e não fecharia um acordo em R$ 30 mil”, declarou.
A defesa também afirmou que a funcionária teria recebido benefícios durante o período em que trabalhou para a atriz, incluindo um curso e uma residência, além de sustentar que não houve descumprimento da legislação trabalhista.
Brajterman negou que a cozinheira tivesse jornada de 12 horas diárias e rebateu a acusação de acúmulo de funções. Segundo ele, a rotina profissional da atriz, que frequentemente passa longos períodos fora do Rio de Janeiro em razão de gravações e compromissos pessoais, tornaria incompatível a versão apresentada pela ex-funcionária.
O advogado ainda classificou a repercussão recente do caso como uma tentativa de desgaste da imagem da artista, afirmando que Isis estaria sendo alvo de uma campanha de ataques e exposição pública.

