O senador Wellington Fagundes confirmou que mantém conversas e um entendimento político com o senador Jayme Campos visando as eleições de 2026. Pelo acordo discutido entre os dois pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso, aquele que aparecer melhor colocado nas pesquisas receberia o apoio do outro, enquanto a vaga de vice-governador ficaria com a esposa do concorrente derrotado.
A articulação, que já havia sido mencionada anteriormente por Jayme Campos, foi confirmada por Wellington durante entrevista ao programa Resumo do Dia. “Conversamos, sim. Muitas vezes. Eu comecei a minha vida, primeiro mandato junto com ele. Então, sempre trabalhei junto. Eu não posso negar os meus amigos de trabalho”, declarou o senador do PL.
Wellington também destacou a relação construída ao longo de décadas com lideranças políticas de diferentes partidos e afirmou que prefere o diálogo aos confrontos. “Eu tenho cada parlamentar, cada político como um amigo de trabalho. Mesmo sendo de outro partido, eu tenho que respeitar. Eu não sou de briga, eu sou de luta”, acrescentou.
Pela fórmula debatida nos bastidores, caso Wellington apareça à frente nas pesquisas, a ex-prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, integraria a chapa como candidata a vice-governadora. Já se Jayme liderar a disputa, a ex-presidente do PL Mulher em Mato Grosso, Mariene Fagundes, ocuparia a vaga de vice.
Apesar da sinalização dos dois senadores, o deputado estadual Júlio Campos rejeitou a possibilidade de qualquer definição antecipada e classificou o movimento como mera especulação política. “Não tem nada disso. Isso é apenas elucubração política”, afirmou durante entrevista ao programa Roda de Entrevista.
Para Júlio, o cenário eleitoral ainda está completamente aberto e não há motivo para antecipar alianças definitivas. Ele lembrou que diversos grupos políticos possuem nomes colocados para a disputa ao Palácio Paiaguás. “O Wellington tem um partido, é uma candidatura natural. O Jayme tem um partido, é uma candidatura natural. O Pivetta tem um partido e é candidato natural. A Natasha tem candidatura natural. A eleição é em dois turnos”, argumentou.
A movimentação reforça as articulações que começam a ganhar força nos bastidores da sucessão estadual. Além de Wellington e Jayme, também aparecem no radar eleitoral nomes como o governador Otaviano Pivetta e a médica Natasha Slhessarenko, apontados por lideranças partidárias como possíveis candidatos ao governo em 2026.
Fonte Olhar Direto

