A decisão da direção nacional do PL de apoiar uma aliança com o MDB em Mato Grosso ampliou o racha interno da sigla e evidenciou posições divergentes entre lideranças bolsonaristas. Enquanto o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), mantém críticas públicas ao acordo, o vereador Rafael Ranalli (PL), pré-candidato a deputado federal, saiu em defesa da composição e afirmou que seguirá as orientações da cúpula partidária.
A chapa ao Senado formada pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) e pelo deputado federal José Medeiros (PL), com aval da direção nacional do partido, provocou reações de parte da base do PL no estado. Em resposta às críticas, Ranalli defendeu disciplina partidária e afirmou que os filiados devem respeitar as decisões da legenda. “Eu sempre deixei claro que sou um soldado do Bolsonaro. Sou bolsonarista raiz e concordo com todas as orientações. Para quem o PL mandar pedir voto, eu vou pedir. Bolsonarista tem que aprender a cumprir ordens. Se a decisão veio da direção nacional, cabe a nós seguir”, declarou.
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O vereador também criticou integrantes da sigla que resistem ao acordo e afirmou que parte dos políticos eleitos pela força do bolsonarismo demonstra falta de fidelidade ao questionar a estratégia definida pela executiva nacional. “Antes de querer mandar, a pessoa precisa aprender a obedecer. Vejo muita gente que foi eleita na onda do bolsonarismo em 2022 e que agora, na hora de cumprir uma decisão da direção nacional, não quer obedecer”, disse.
Segundo Ranalli, a aliança busca ampliar o alcance eleitoral do PL e fortalecer o palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Mato Grosso. Apesar da defesa da composição, o acordo segue dividindo lideranças estaduais e mantém o partido em um cenário de disputa interna às vésperas da oficialização das candidaturas.

