Pré-candidata à Câmara Federal, a ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União), voltou a defender uma reforma na Constituição para permitir a prisão perpétua para autores de feminicídio e homicídio.
“Chega de impunidade! É hora de proteger quem respeita a vida e punir com o máximo rigor quem decide tirá-la”
A defesa foi feita nesta segunda-feira (6), após o feminicídio de Daiany Rodrigues de Souza, de 33 anos, em Confresa, na madrugada deste sábado (4). Ela morreu após receber várias facadas nas costas do seu companheiro, de 63 anos. Ela é a 26ª vítima de feminicídio registrada em Mato Grosso em 2026.
“Mais uma mulher perde a vida por um motivo banal. Isso é revoltante e inaceitável! Quem mata uma mulher ou qualquer cidadão inocente, por qualquer motivo que não seja em legítima defesa não merece uma segunda chance. Eu defendo que tenhamos prisão perpétua no nosso país e, por isso, vou lutar até alcançarmos uma reforma na nossa Constituição, que está ultrapassada nesse aspecto”, afirmou.
“Chega de impunidade! É hora de proteger quem respeita a vida e punir com o máximo rigor quem decide tirá-la”, emendou.
Virginia citou como exemplo a legislação italiana, que endureceu o combate ao feminicídio, e defendeu que o Brasil também avance em mudanças legais para aumentar a punição aos autores desse tipo de crime.
Durante o período em que foi primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes atuou voluntariamente na implantação e fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
Proteção às mulheres
Entre as iniciativas estão o auxílio-moradia do programa SER Família Mulher para vítimas de violência doméstica, o apoio à implantação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher 24 Horas, em Cuiabá, a capacitação de equipes especializadas nas delegacias do Estado e o incentivo à criação do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres.
Segundo ela, além do acolhimento às vítimas e das políticas de prevenção, o país precisa adotar penas mais severas para os autores de feminicídio.
“Precisamos proteger as vítimas, mas também garantir que quem tira a vida de uma mulher responda por esse crime com o máximo rigor. Prisão perpétua já”, disse.

