A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou nesta terça-feira (28) que herdou R$ 22 milhões em precatórios da gestão do ex-prefeito Kalil Baracat e atribuiu parte da atual dificuldade financeira do município ao passivo acumulado pela administração anterior. A declaração foi dada após a instalação de uma mesa técnica no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para discutir alternativas ao pagamento da dívida de precatórios do município.
Segundo Flávia, o débito deixado pela gestão anterior precisou ser parcelado pela atual administração, que também passou a responder por precatórios relacionados ao Departamento de Água e Esgoto (DAE). “Quem não pagou o precatório anterior foi em 2024 o Kalil, que me deixou R$ 22 milhões, e eu tive que parcelar o débito dele com um pouco do débito que eu deixei em 2025. Eu tive que fazer esse parcelamento para conseguir manter o município funcionando”, afirmou.
A prefeita destacou que a dívida judicial de Várzea Grande é antiga, mas afirmou que o cenário atual se agravou devido ao aumento das parcelas e à redução da capacidade de arrecadação do município. “Hoje a minha parcela fixa é de R$ 6,4 milhões. Em 2025 nós já pagamos R$ 40 milhões em precatórios, mais do que foi pago durante toda a gestão anterior. Com os arrestos, vamos chegar a R$ 80 milhões”, declarou.
Flávia também rebateu críticas de que o parcelamento feito pela atual gestão teria aumentado o problema financeiro. Segundo ela, o crescimento da dívida ocorreu pelo acúmulo de débitos ao longo de diferentes administrações.
“Essa dívida é uma bola de neve porque nunca foi paga pelos gestores passados. Ela sempre aumenta. O parcelamento foi o que a lei permitia fazer, mas o município não tem capacidade financeira para suportar o valor exigido hoje”, disse.
A prefeita afirmou ainda que a inclusão dos precatórios do DAE ampliou a pressão sobre as contas municipais após decisões judiciais que determinaram que o município assumisse essas obrigações.

