Culture Comunicação | Assessoria GRF Incorporadora
O setor da construção civil em Mato Grosso cresce impulsionado pela retomada dos investimentos em habitação popular e pela ampliação do crédito imobiliário. Em Cuiabá, o mercado movimentou R$ 5,7 bilhões em 2025, alta de 17,9% em relação ao ano anterior, segundo dados da Fecomércio-MT e do Sindicato da Habitação de Mato Grosso (Secovi-MT).
Nesse ambiente de expansão, construtoras que operam com ganho de escala e maior velocidade de execução passaram a liderar o crescimento. É o caso da GRF Incorporadora, que projeta dobrar o faturamento e atingir R$ 200 milhões em 2026, após encerrar 2025 com cerca de R$ 100 milhões. O anúncio foi feito na quarta edição do Integra, evento dedicado ao reforço da cultura da companhia e reúne os colaboradores para um dia de treinamento, dinâmica e palestras.
O avanço acompanha a trajetória recente da empresa, também apresentada no encontro. No ranking Negócios em Expansão, da Revista Exame (ciclo 2023/2024, faixa de receita entre R$ 30 milhões e R$ 150 milhões), a GRF aparece na 14ª posição nacional e lidera em Mato Grosso, com crescimento de 242% no período analisado.
Diferentemente de projeções baseadas apenas em lançamentos futuros, a estimativa de crescimento está vinculada ao volume de obras já em andamento da companhia.
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“A GRF vem de um ciclo de aumento de produção. Hoje, o crescimento está apoiado em obras contratadas e em execução, o que dá previsibilidade para esse faturamento”, afirma o diretor administrativo e comercial, Diogo Reis.
Segundo o diretor, o avanço recente está mais associado à eficiência operacional do que à expansão geográfica. “O ganho está na capacidade de produzir mais em menos tempo. Isso permite ampliar o volume de entrega e atender a demanda com mais rapidez, principalmente no interior”, diz Reis.
Esse modelo já se reflete no ritmo dos canteiros. Em alguns empreendimentos, a produção chega a até quatro casas por dia, um indicador que ajuda a sustentar o aumento do volume entregue e, consequentemente, do faturamento.
A empresa mantém obras em municípios como Nova Olímpia e Sapezal e tem projetos aprovados em cidades como Tangará da Serra, Juína, Vila Rica e Alta Floresta, ampliando a presença em regiões onde a oferta de moradia ainda não acompanha o crescimento econômico local.
Mil unidades no radar
O modelo de atuação está concentrado em programas como o Minha Casa Minha Vida e o Ser Família Habitação, que têm ampliado o acesso à casa própria e permitido a execução de projetos em cidades de médio porte.
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Para o diretor operacional e de planejamento, Leandro Guimarães, a expansão depende da padronização dos processos. “O foco nesses programas exige agilidade e repetição de modelo. A operação precisa funcionar com escala, como um processo industrial”, afirma.
A meta para 2026 inclui a entrega de mil unidades habitacionais no estado, dentro de um cenário de aumento no volume de obras e maior exigência de organização logística.
Apesar da concentração em Mato Grosso, a empresa avalia a possibilidade de expansão para outros estados. “Hoje ainda temos um volume relevante de obras no estado, mas, com a consolidação desse modelo, o avanço para outros mercados tende a acontecer”, diz Guimarães.
Crescimento compartilhado
O avanço no faturamento tem sido acompanhado por uma política de valorização do capital humano para sustentar a produtividade. A quarta edição do Integra GRF reuniu mais de 100 pessoas para alinhar as equipes técnica e administrativa ao ritmo de expansão.
“O Integra é o principal momento de reforço dessa cultura. É quando paramos a operação para alinhar equipe, capacitar e direcionar as pessoas para o que é estratégico. Isso garante consistência na execução”, explica Leandro Guimarães.
O encontro contou com palestras estratégicas, incluindo a participação do ex-jogador da Seleção Brasileira, Zé Roberto, focado em alta performance, e do diretor estratégico da GRF, Guilherme Freitas, que reforçou a cultura do “olhar de dono” entre os colaboradores.
Para Diogo Reis, o faturamento recorde é um ativo compartilhado. “A empresa é feita de pessoas. Todo esse avanço está diretamente ligado à equipe, e por isso investimos em integração, cultura e desenvolvimento para manter consistência na execução”, conclui.

