A advogada do agronegócio e pré-candidata ao Parlamento de Mato Grosso, Flaviane Bolsonaro, se manifestou nas redes sociais sobre a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que declarou inconstitucional a lei municipal que restringia a participação de atletas trans em equipes femininas de competições oficiais realizadas em Cuiabá.
O posicionamento ocorreu após o Órgão Especial do TJMT derrubar, por unanimidade, a Lei Municipal nº 7.344/2025, proposta pelo vereador Rafael Ranalli e sancionada pelo prefeito Abilio Brunini. A norma determinava que o sexo biológico fosse o único critério para definição das categorias esportivas femininas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flaviane afirmou que a discussão ultrapassa o ambiente esportivo e envolve a preservação de direitos conquistados historicamente pelas mulheres.
“Durante décadas, as mulheres lutaram pelo direito ao voto, ao trabalho, à voz e à participação na sociedade. Agora estamos diante de uma discussão que pode comprometer direitos que foram conquistados com muito esforço”, declarou.
Segundo a pré-candidata, o tema exige amplo debate por parte da sociedade, especialmente entre mulheres que, na sua avaliação, precisam participar ativamente das discussões relacionadas aos espaços femininos em diferentes áreas.
“Não se trata de retirar direitos de ninguém, mas de garantir que os direitos das mulheres também sejam preservados. Precisamos debater esse assunto com responsabilidade e sem medo de expor opiniões”, afirmou.
Flaviane também incentivou a participação feminina nos debates sobre políticas públicas voltadas às mulheres e defendeu que a discussão seja conduzida de forma aberta e democrática.
A decisão do TJMT reacendeu o debate em Mato Grosso sobre inclusão, direitos individuais e participação de atletas trans em competições esportivas. Enquanto setores ligados aos movimentos de diversidade comemoraram o entendimento da Corte, grupos conservadores e lideranças políticas alinhadas à direita passaram a defender a criação de novos mecanismos de regulamentação para a questão.
Com a proximidade das eleições de 2026, o tema tende a ganhar ainda mais espaço no cenário político estadual, especialmente entre pré-candidatos que adotam pautas relacionadas à família, costumes e direitos das mulheres como bandeiras de atuação pública.

