O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que as críticas que deve enfrentar durante a campanha por causa da Operação Heritage têm entre seus principais adversários o ex-governador Pedro Taques (PSB), também candidato ao Senado. Em entrevista ao PodOlhar, do site Olhar Direto, Mauro classificou Taques como alguém movido por “ódio, rancor e ressentimento”.
A declaração ocorreu quando o candidato foi questionado sobre como pretende reagir ao “panhô ou não panhô”, expressão usada por adversários em referência aos mandados cumpridos contra ele durante a operação da Polícia Federal.
A investigação colocou sob suspeita um acordo de aproximadamente R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi. Taques foi um dos responsáveis por levar questionamentos sobre a negociação aos órgãos de controle e, segundo Mauro, teria explorado politicamente o caso.
“O Pedro Taques foi o pior governador da história de Mato Grosso. Quem conhece política sabe disso”, disparou Mauro durante o videocast do Olhar Direto.
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Na sequência, o ex-governador foi alvo de críticas pela gestão à frente do Estado entre 2015 e 2018. Mauro afirmou que Taques deixou escolas sucateadas, salários atrasados e dívidas com servidores e fornecedores. Também citou supostas pendências relacionadas às campanhas eleitorais de 2014 e 2018.
Mauro comparou a administração de Taques com o período em que esteve à frente do Governo de Mato Grosso e atribuiu as críticas do adversário a ressentimentos políticos.
“Esse sujeito está movido por ódio, rancor e ressentimento. E eu não quero ficar perdendo muito o meu tempo falando de quem se move por esses valores. Prefiro falar de Mato Grosso, do nosso projeto e daquilo que importa ao cidadão”, afirmou.
Durante a entrevista, o candidato também relembrou disputas eleitorais anteriores com Taques. Mauro destacou que venceu o ex-governador na eleição para o Governo de Mato Grosso em 2018 e mencionou ainda a participação de Taques na eleição suplementar ao Senado, em 2020.
“Em 2018, ele disputou comigo e falava na eleição, nos bastidores, que em três dias ele me destruía. Ficou em quarto lugar”, disse.

