O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), foi citado em uma denúncia sobre um possível esquema de rachadinha envolvendo servidores temporários da Casa. A acusação consta em um relatório que integra as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), responsável pela Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20).
A informação foi revelada pelo RepórterMT nesta sexta-feira (23). Segundo a publicação, uma testemunha, que pediu para não ter a identidade divulgada, relatou aos investigadores que o parlamentar teria participado de um esquema de recolhimento de parte dos salários pagos a funcionários do Legislativo.
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A prática conhecida como rachadinha ocorre quando servidores públicos são obrigados a devolver parte de seus vencimentos a agentes políticos ou terceiros.
O documento que reúne a denúncia não informa quais funcionários estariam envolvidos, quanto dinheiro teria sido cobrado ou durante qual período a suposta irregularidade teria ocorrido.
Além da denúncia de rachadinha, os investigadores apuram possíveis pagamentos mensais e distribuição de cargos públicos para garantir apoio político à eleição e à reeleição da Mesa Diretora da Câmara.
A Operação Cathedra Venalis cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Conforme o Ministério Público de Mato Grosso, as investigações envolvem 13 vereadores de Várzea Grande e dois parlamentares da capital.
Após a operação, Wanderley confirmou que agentes realizaram buscas em seu escritório. O vereador afirmou que desconhecia o conteúdo das investigações e classificou a ação como estranha.
Até o momento, a acusação de rachadinha apresentada no relatório não representa comprovação da prática nem condenação do parlamentar. As circunstâncias relatadas seguem sob investigação.

