Três homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Cuiabá pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023. O julgamento terminou na madrugada desta sexta-feira (2), após três dias de sessão, com penas que, somadas, chegam a 68 anos, 9 meses e 30 dias de prisão.
Antônio Gomes da Silva, apontado como autor dos disparos, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão. Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de participar do plano e fornecer a arma utilizada no crime, recebeu a maior pena: 25 anos. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias.
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O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e emprego de arma de fogo de uso restrito. Os condenados permanecerão presos, com início do cumprimento das penas em regime fechado. A sentença ainda pode ser alvo de recurso.
Três dias de julgamento
A sessão começou na terça-feira (29) e contou com depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus e debates entre acusação e defesa. O processo reúne mais de 55 mil páginas.
A acusação foi conduzida pelos promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin.
Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou aos jurados elementos da investigação e informações sobre a movimentação financeira relacionada ao assassinato. Conforme a acusação, houve pagamento de R$ 124,2 mil antes da execução e outros R$ 60 mil depois da morte de Zampieri.
Assassinato em Cuiabá
Roberto Zampieri tinha 57 anos quando foi morto, na noite de 5 de dezembro de 2023, nas proximidades de seu escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. O advogado estava dentro do próprio veículo quando foi atingido por dez disparos.
Segundo a acusação, Antônio Gomes foi responsável por executar o advogado. Hedilerson teria participado do planejamento e fornecido a arma usada no homicídio, enquanto Etevaldo foi apontado como integrante da articulação criminosa.
As investigações apontaram como uma das linhas para a motivação do assassinato uma disputa agrária e judicial envolvendo uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Os apontados mandantes do crime respondem em processo separado.

