O Supremo Tribunal Federal (STF) sinalizou que a proposta de delação premiada do banqueiro Vorcaro só avançará mediante o ressarcimento integral e imediato dos valores desviados. A análise dos anexos do acordo ficará a cargo da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF), que avaliarão se as informações fornecidas trazem avanços efetivos para as investigações. Caso os órgãos deem um parecer positivo, a homologação final dependerá do relator do caso, o ministro André Mendonça.
A negociação entre a defesa, a PGR e a PF está estritamente condicionada à recuperação do dinheiro. A avaliação interna no Supremo é que o ressarcimento deve ocorrer sem demora, atingindo tanto os recursos em posse direta do banqueiro quanto valores mantidos no exterior. Para viabilizar o acordo, a defesa deverá detalhar a localização de todos os bens oriundos de práticas ilícitas, incluindo imóveis e ativos financeiros fora do país.
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O STF também rejeitou a aplicação do modelo utilizado na Operação Lava Jato, que permitia o parcelamento da devolução de recursos por empresas ao longo de vários anos. A percepção dos ministros é que esse formato anterior não obteve o sucesso esperado, o que motivou a exigência de cobrança imediata para este novo caso. Mesmo que parte dos valores já tenha sido gasta pelo banqueiro, o foco das autoridades será o ressarcimento monetário total de tudo o que ainda estiver sob seu poder.

