Um pastor não identificado aparece em um vídeo convocando fiéis e pessoas ligadas à Igreja Universal do Reino de Deus, no Centro de Cuiabá, a se mobilizarem para apoiar dois pastores da comunidade que disputarão as eleições deste ano. Na gravação, ele pede que funcionários, familiares e conhecidos sejam acionados para ajudar na campanha eleitoral.
Os candidatos citados são Eduardo Magalhães, vereador de Cuiabá que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, e Alex Sandro, suplente de deputado estadual que tentará novamente conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os dois são filiados ao Republicanos, mesmo partido do governador Otaviano Pivetta, que é candidato à reeleição.
Durante a gravação, o pastor orienta que os apoiadores conversem com pessoas próximas e mobilizem funcionários de empresas para apresentar os candidatos como pessoas ligadas à igreja.
“Um colega de trabalho, seus funcionários, você tem sua empresa? Fala com seus funcionários. Reúne eles, passa para eles a seriedade, a consciência, fala: olha, esse aqui é homem de Deus, esse aqui é pessoa séria, pessoa que já está há um tempão servindo. Fala com todos que você conhece”, diz o pastor.
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Em outro trecho, ele afirma que faz o pedido por acreditar que a mobilização beneficia a própria igreja e nega receber qualquer tipo de pagamento para atuar em favor dos candidatos.
“Estou pedindo a você, porque eu creio nisso. Sabe quanto que eu estou ganhando? (…) Não estou ganhando nada. Zero. Zero. Estou pedindo a você, porque é para obra de Deus. Não é para mim, não é para ninguém”, afirma.
O religioso também declara que não poderia fazer o mesmo pedido dentro da igreja e relaciona a mobilização externa à necessidade de evitar problemas para a instituição.
“Não posso fazer esse pedido dentro da igreja, se eu fizer dentro da igreja, ele tem problema”, afirma.
Na sequência, ele defende que a mobilização seja feita fora do templo para preservar a igreja de possíveis problemas.
O vídeo foi gravado na lateral da Igreja Universal localizada na região central de Cuiabá. A gravação não permite identificar quem é o pastor responsável pelas declarações.

