O Parque Novo Mato Grosso recebe, entre esta quinta-feira (2) e domingo (5), o Campeonato Brasileiro de BMX Racing 2026, principal competição nacional da modalidade olímpica. O evento marca a estreia da Pista Internacional de BMX, primeira do Brasil construída em concreto seguindo os padrões da União Ciclística Internacional (UCI).
A expectativa da organização é reunir cerca de 800 atletas, sendo aproximadamente 200 de Mato Grosso, além da participação de cinco competidores dos Estados Unidos. A entrada para o público será gratuita.
A nova pista integra um grupo de quatro estruturas brasileiras homologadas conforme os padrões olímpicos da UCI. O equipamento conta com largada suspensa e traçado voltado para provas de alta velocidade, características exigidas em competições internacionais.
Segundo o secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura, a realização do campeonato na estreia da pista demonstra a capacidade de Mato Grosso para receber eventos esportivos de grande porte.
“A realização do Campeonato Brasileiro na estreia da pista comprova que Mato Grosso reúne estrutura, capacidade técnica e investimentos para receber grandes competições e consolidar o Estado como referência nacional no BMX Racing. Esse é um legado que fortalece o esporte, incentiva a formação de novos talentos e amplia o protagonismo do Estado no cenário esportivo brasileiro”, afirmou.
As disputas envolvem atletas das categorias Sub-23, Elite, Cruiser 24, Masters, Pessoa com Deficiência (PCD) e também das categorias de base, seguindo o regulamento da UCI e da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).
A organização estima receber mais de 3 mil pessoas ao longo dos quatro dias de competição, com público total superior a 4.650 participantes.
Para o técnico e organizador do evento, Leonardo Baur, de Lucas do Rio Verde, a competição representa um marco para a modalidade na região.
“É um sonho que se torna realidade. É a primeira competição de BMX da região Centro-Oeste”, destacou.
Além da programação esportiva, a expectativa é de que o campeonato gere impacto econômico de aproximadamente R$ 2 milhões, com movimentação em setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e prestação de serviços.
O evento também prevê a participação de crianças, atletas femininas e pessoas com deficiência, reforçando o caráter inclusivo da competição.
Leonardo Baur avalia que a realização do Campeonato Brasileiro também serve para validar tecnicamente a nova pista e consolidar Mato Grosso como um novo polo da modalidade no país.
“Começamos a investir no ciclismo olímpico com a possibilidade de formar campeões, preferencialmente de Mato Grosso”, concluiu.

