A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, comentou a expulsão do vereador de Aripuanã, Luciano Aparecido Demazzi, oficializada pelo União Brasil, após a conclusão de processo ético-disciplinar por condutas classificadas como misoginia e violência política de gênero contra a prefeita Seluir Peixer Reghin.
A decisão, publicada nesta segunda-feira (13), encerra o caso dentro da sigla e foi considerada por Virginia como uma resposta firme diante da gravidade dos ataques.
Ao se posicionar sobre o desfecho, ela ressaltou que a expulsão era necessária diante do nível das ofensas.
“Essa decisão mostra que há um limite que não pode ser ultrapassado. A expulsão foi necessária. Nenhuma mulher pode ser atacada na sua dignidade, na sua história ou na sua saúde e isso passar impune”, afirmou.
Virginia também destacou que o episódio precisa servir de alerta para toda a classe política.
“Não é só sobre um caso. É sobre o exemplo que fica. Quando há uma resposta clara, se estabelece um recado: não vamos aceitar violência política de gênero. A mulher precisa ter respeito em qualquer espaço, especialmente na política”, completou.
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O caso ganhou repercussão em todo o estado após a divulgação de mensagens com ataques pessoais à prefeita, incluindo menções à sua vida privada e a um tratamento oncológico enfrentado por ela. A conduta foi enquadrada como incompatível com os princípios do partido.
A representação que resultou na expulsão foi construída de forma conjunta pela ex-primeira-dama Virginia Mendes e pela deputada federal Gisela Simona. Unidas, as duas atuaram para formalizar o pedido e defenderam, dentro do partido, a necessidade de uma resposta firme diante dos ataques.
Ao concluir, Virginia Mendes reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa avançar.
“Precisamos continuar vigilantes. A punição veio, mas o combate a esse tipo de comportamento precisa ser constante. Respeito às mulheres não pode ser exceção, tem que ser regra”, finalizou.

