O senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) saiu em defesa das medidas de redução de gastos anunciadas pelo governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos). O ex-governador afirmou que adotou uma política permanente de contenção de despesas durante os sete anos em que comandou o Estado e considera natural que seu sucessor mantenha a mesma estratégia.
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Ao ser questionado sobre os ajustes previstos na administração estadual, Mauro afirmou que a economia de recursos foi uma das prioridades de sua gestão.
“Eu passei o governo inteiro apertando os cintos e fazendo cortes. É natural que ele continue fazendo”, declarou.
Segundo o senador eleito, a redução de despesas ocorreu de forma contínua, mesmo sem grande divulgação das medidas adotadas pelo governo. Ele explicou que o objetivo era controlar os gastos públicos, ampliar a arrecadação e garantir recursos para investimentos.
“Talvez vocês não perceberam isso porque eu não falava muito, né? Mas fiz durante os sete anos movimento de apertar os cintos, segurar a despesa, aumentar a receita e garantir dinheiro para investimento”, afirmou.
Mauro também atribuiu à política de controle financeiro os resultados alcançados durante sua administração. De acordo com ele, a combinação entre economia de recursos e crescimento da receita permitiu ao Estado realizar o que classificou como o maior ciclo de investimentos de sua história.
O ex-governador argumentou que manter as despesas abaixo da capacidade de arrecadação é uma medida necessária para assegurar dinheiro destinado a obras e outras ações do poder público.
“Por quê? Eu fazia o quê? O óbvio. Apertava os cintos, economizava, aumentava a receita, abria margem para fazer investimento. É assim que funciona no governo, numa empresa, funciona a vida pessoal de cada um”, disse.
As declarações ocorrem em meio às discussões sobre mudanças na estrutura do Executivo estadual. Pivetta avalia uma reorganização administrativa que poderá incluir a redução do número de secretarias e a redistribuição de atribuições entre as pastas.
Para Mauro Mendes, a continuidade dos cortes faz parte de uma política de responsabilidade com as contas públicas e pode contribuir para preservar a capacidade de investimento do governo estadual.

