Primeiro, a delegada Ana Cristina Feldner deixou a suplência ao Senado. Depois, a vice -prefeita de Cuiabá, coronel Vânia Rosa desistiu da disputa por uma cadeira na Assembleia. Agora, Rosana Martinelli também renunciou à candidatura à Câmara Federal.
Isoladamente, cada saída pode ter uma explicação própria. Mas, politicamente, três movimentos envolvendo mulheres em uma mesma largada chamam atenção, e alimentam a conversa sobre espaço, composição e, principalmente, diálogo dentro do projeto.
A saída de Ana Cristina ganhou ainda mais repercussão porque ela afirmou que decisões na vida pública precisam ser construídas com “diálogo, respeito e reciprocidade”.
Clique aqui para entrar em nosso grupo do whatsapp
O curioso é que Janaína vinha justamente construindo seu discurso político em torno da representatividade feminina. A própria Coronel Vânia, meses atrás, defendia publicamente que a candidatura de Janaína ao Senado representava um movimento coletivo das mulheres de Mato Grosso.
Agora, com três mulheres fora do tabuleiro, a pergunta que fica nos bastidores é inevitável: o problema está nas candidatas, nas circunstâncias eleitorais ou na forma como o projeto está sendo conduzido?
Ainda é cedo para falar em crise. Mas também seria ingenuidade tratar tudo como mera coincidência.
Em política, quando uma mulher sai, pode ser circunstância. Quando três saem, vira assunto.

