Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) revela um cenário de atenção em Mato Grosso: 13.398 pessoas vivem atualmente em áreas classificadas como de risco alto e muito alto, sujeitas a enchentes, inundações, erosões e movimentos de massa, como deslizamentos e quedas de blocos.
Ao todo, o estado contabiliza 179 áreas de risco, ocupando a 16ª posição no ranking nacional. Destas, 122 são consideradas de risco alto e 57 de risco muito alto, classificação que leva em conta fatores como frequência dos eventos, urgência de resposta e potencial de danos.
Entre os principais tipos de ocorrência identificados estão 49 áreas com risco de inundação, 42 de enchente, 37 de alagamento e 17 de deslizamento, além de outros processos associados a instabilidades do solo e excesso de água.
Essas regiões concentram 3.204 domicílios, onde vivem mais de 13 mil pessoas expostas a situações que podem se agravar principalmente em períodos de chuva intensa.
No recorte por municípios, Várzea Grande aparece na liderança, com 32 áreas de risco mapeadas. Na sequência estão Barra do Garças, com 20, Rondonópolis e Pontes e Lacerda, ambas com 16, além de Nova Xavantina, com 15 áreas identificadas. A capital Cuiabá registra oito áreas classificadas no levantamento.
Os dados reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à prevenção, monitoramento e redução de riscos, especialmente em regiões mais vulneráveis, onde eventos climáticos podem causar impactos significativos à população.

