Uma empresária usou as redes sociais para fazer um desabafo após enfrentar, segundo ela, problemas recorrentes no abastecimento de água em seu estabelecimento. Em vídeo, ela mostra a baixa vazão de água chegando à caixa d’água e afirma que já buscou diferentes alternativas para tentar descobrir a origem do problema.
“Hoje eu chorei. E não foi por vitimismo. Não foi para chamar atenção. Foi de cansaço mesmo”, escreveu na publicação.
No vídeo, a empresária mostra inicialmente o hidrômetro funcionando e, em seguida, sobe até a caixa d’água para registrar a quantidade de água que estaria chegando ao reservatório.
“Agora fala para mim se isso aqui é pressão que cai numa caixa d’água. Fala para mim quanto tempo vai demorar para poder encher a minha caixa?”, questiona.
Segundo ela, o problema é frequente e já teria levado à contratação de profissionais para verificar as instalações do imóvel. A empresária afirma que chegou a receber a recomendação de instalar uma bomba para puxar a água, mas considera que essa não deveria ser a solução para o caso.
Vizinhos não teriam o mesmo problema
Em um novo relato encaminhado ao Boraver MT, a empresária afirmou que procurou estabelecimentos vizinhos para saber se eles também enfrentavam dificuldades no abastecimento. Segundo ela, o problema aparentemente estaria concentrado em seu imóvel.
“Eu já fui nos vizinhos, ninguém tem problema, só a minha rede”, afirmou.
Ela reconhece que o estabelecimento possui um consumo elevado de água. Segundo o relato, a conta mensal chega a aproximadamente R$ 1 mil. A empresária ressalta, porém, que o consumo está relacionado às características da atividade exercida no local.
“Eu uso bastante água. Minha fatura é mil reais por mês, então eu tenho uso mesmo, só que eu também pago o tanto que eu uso”, disse.
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De acordo com ela, o estabelecimento trabalha com atendimento ao público e recebe, entre outros clientes, gestantes e idosos. A rotina também envolve utilização frequente dos banheiros e serviços de higienização, o que aumenta a necessidade de água durante o expediente.
A empresária compara a situação com a de um vizinho que também utiliza climatizadores e, segundo ela, possui abastecimento normal.
Problema teria sido percebido após obra na Oswaldo Cruz
Outro ponto levantado pela empresária é o período em que começou a perceber a dificuldade no abastecimento.
Segundo ela, a situação teria começado depois de uma obra realizada na Avenida Oswaldo Cruz. A própria empresária, entretanto, ressalva que não sabe se existe relação entre a intervenção e o problema registrado atualmente.
“Eu comecei a perceber isso depois de uma obra que eles fizeram aqui na Oswaldo Cruz. […] Posso estar leiga? Pode ter sido coincidência? Pode ter sido coincidência, pode sim, mas a princípio começou depois disso”, relatou.
Até o momento, não há confirmação de que a obra mencionada tenha qualquer relação com a baixa vazão relatada pela empresária.
“Eu não quero culpados. Eu quero solução”
Segundo a empresária, ocorrências já foram abertas e equipes estiveram no estabelecimento para realizar medições, mas ela afirma que ainda não conseguiu uma solução definitiva.
O problema também estaria afetando a rotina do estabelecimento, principalmente o funcionamento dos banheiros, a limpeza e o atendimento ao público.
“Por trás de uma empresa existem pessoas. Existem funcionários que precisam trabalhar, clientes que precisam ser atendidos, banheiro que precisa funcionar, limpeza que precisa ser feita. Água não é luxo. É necessidade básica”, escreveu.
Emocionada, ela afirma estar esgotada depois das sucessivas tentativas de resolver a situação.
“Eu tô cansada, cansada mesmo. […] Eu já não sei mais o que fazer”, diz no vídeo.
A empresária decidiu tornar o caso público na tentativa de encontrar alguém que possa ajudá-la a identificar a origem do problema.
“Eu não quero culpados. Eu quero solução. Preciso de ajuda”, declarou.
O Boraver MT deixa espaço aberto para manifestação da concessionária responsável pelo abastecimento e para esclarecimentos sobre o atendimento realizado no local, as condições da rede na região e a eventual relação, ou não, entre o problema relatado e intervenções realizadas na Avenida Oswaldo Cruz.

