A candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos), Gisela Simona (União), classificou como grave a declaração do candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) sobre feminicídio. Para ela, manifestações desse tipo contribuem para “naturalizar” a violência contra as mulheres.
Galvan criticou o endurecimento das penas para crimes de feminicídio e afirmou que não vê diferença entre a morte de uma mulher e a de um homem.
“É um posicionamento grave, né? São falas como essas que, de alguma forma, vêm naturalizando a violência contra a mulher, o que nós não podemos admitir. Então, é muito importante que todos os agentes políticos entendam que isso é um problema atual da nossa sociedade”, disse Gisela.
A candidata defendeu que o combate à violência contra a mulher não seja concentrado apenas no aumento das penas. Segundo ela, o poder público também precisa atuar em prevenção, educação, capacitação de profissionais e ampliação da rede de proteção às vítimas.
“Nós vivemos uma verdadeira epidemia de matança das nossas mulheres e, enquanto todos não entenderem que isso não é um problema individual, mas é um problema coletivo, nós vamos continuar vendo essa quantidade de mortes acontecendo”, afirmou.
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Entre as medidas que considera necessárias, Gisela citou a inclusão da prevenção à violência contra a mulher nas escolas, a capacitação de profissionais e o aumento dos investimentos públicos.
“Então, nós precisamos agir, seja na frente legislativa, com leis, não só no endurecimento de penas, mas também para fazer com que isso seja um ensino obrigatório nas escolas, do combate à violência contra a mulher, como também nós temos que ter capacitação dos nossos trabalhadores, de maneira geral, contra a violência e temos que fazer com que haja, por parte dos executivos, seja municipal, estadual e federal, que a gente tenha investimento no orçamento para tratar disso”, falou.
Gisela afirmou que Mato Grosso já conta com uma estrutura de proteção e com iniciativas de capacitação de profissionais, mas avaliou que os recursos destinados a essas ações ainda são insuficientes.
“Porque Mato Grosso, por exemplo, que hoje já conta com uma rede de proteção, com a capacitação de profissionais da educação sobre esse assunto, profissionais da saúde e toda a rede de proteção, vejam que isso é investimento e é pouco e nós precisamos aumentar”, disse.
Ao voltar a criticar a declaração de Galvan, a candidata afirmou que representantes do poder público não devem tratar a violência contra as mulheres como algo normal.
“Então, é nesse contexto que eu acredito que nenhuma fala pode naturalizar a violência contra a mulher no nosso estado, no nosso país”, comentou.

