O senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) rebateu, nesta terça-feira (25), durante sabatina no Jornal do Meio-Dia, as acusações de incoerência política e o rótulo de “traidor” por sua aproximação com setores de centro-esquerda.
Fávaro afirmou que sua atuação política está alinhada à posição do PSD, que classificou como um partido de centro, e negou ter recebido apoio eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro em suas campanhas ao Senado.
“Ninguém trai quem nunca foi apoiado”, afirmou o senador. Segundo ele, na primeira eleição Bolsonaro teria apoiado a ex-juíza Selma Arruda, enquanto na segunda declarou apoio à coronel Fernanda.
Ao comentar a atuação política, Fávaro defendeu uma postura voltada à governabilidade e à implementação de políticas públicas, destacando que sua atuação não estaria condicionada a uma única corrente ideológica.
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Críticas às bets
Durante a sabatina, o senador também defendeu a proibição das plataformas de apostas eletrônicas, conhecidas como bets. Fávaro relacionou o avanço dos jogos on-line ao aumento do endividamento das famílias e demonstrou preocupação com os impactos sociais provocados pelas apostas.
Agronegócio e crédito
Na discussão sobre o agronegócio, Fávaro comparou os planos safra dos governos Bolsonaro e Lula. Segundo o senador, os quatro programas lançados durante a atual gestão federal somam cerca de R$ 2 trilhões, enquanto os quatro planos da administração anterior teriam totalizado aproximadamente R$ 700 bilhões.
O candidato também criticou as altas taxas de juros e afirmou que produtores rurais enfrentam dificuldades para acessar crédito. Ele citou ainda o aumento dos pedidos de recuperação judicial no setor como reflexo do cenário econômico enfrentado pelo agronegócio.
Emendas para Jangada
Questionado sobre os cerca de R$ 30 milhões em emendas destinados ao município de Jangada, Fávaro negou a existência de irregularidades e afirmou que relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) não teria identificado sobrepreço ou corrupção nas obras relacionadas aos recursos.
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Balanço da atuação
Ao falar sobre a eleição e pedir o apoio dos eleitores, Fávaro destacou sua atuação como senador e ministro da Agricultura. Ele afirmou ter destinado aproximadamente R$ 4 bilhões aos 142 municípios de Mato Grosso ao longo de sete anos.
“Eu mostrei que sou um senador municipalista de verdade, não olhei bandeira partidária”, declarou.
Fávaro encerrou a participação defendendo a continuidade de seu trabalho no Congresso Nacional e pediu ao eleitorado mato-grossense apoio para permanecer no Senado.

