Mato Grosso exportou 90,12 mil toneladas de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026, volume 24,42% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado representa o maior volume exportado pelo estado nos primeiros nove meses do ano desde 2017, conforme levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Os dados foram divulgados na edição 330 do boletim Imea Informa e mostram o crescimento das vendas externas da avicultura mato-grossense, mesmo diante de restrições sanitárias e dificuldades no comércio internacional.
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Segundo Felipe Andrade, responsável pelo acompanhamento dos setores de leite, aves e suínos no Imea, parte do avanço está relacionada à redução das exportações brasileiras em 2025, quando embargos comerciais provocados por casos de gripe aviária afetaram os embarques entre maio e agosto.
Outro fator que interferiu no mercado foi o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, iniciado em março deste ano. A situação prejudicou a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte internacional de mercadorias.
Restrições sanitárias
Apesar do crescimento das exportações, o setor avícola brasileiro enfrenta novas restrições comerciais após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina.
O México suspendeu a importação de produtos avícolas brasileiros. Já a China restringiu as compras de produtos provenientes de Santa Catarina, sem estender a medida aos demais estados.
Em Mato Grosso, não há registros da doença. Além disso, o mercado mexicano representa uma parcela pequena das vendas externas do estado, correspondendo a 1,59% das exportações de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026.
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa entre aves, capaz de provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas e elevada mortalidade nos plantéis.
Diante do cenário, o Sistema Famato destaca a necessidade de manter a vigilância sanitária e reforçar as medidas preventivas nas propriedades rurais para preservar a produção e o acesso aos mercados internacionais.

