Uma cuiabana estará entre os novos nomes do Senado Federal a partir de 2027. Marina Antunes Cândia e Figueiredo, conhecida politicamente como Marina JHC (PSDB), foi eleita senadora por Alagoas neste domingo (4), conquistando uma das duas vagas em disputa no estado logo em sua primeira eleição.
Nascida em Cuiabá, Marina terminou a disputa na segunda colocação, com 926.860 votos, o equivalente a 28,20% dos votos válidos, conforme dados da apuração. O primeiro colocado foi o deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP).
A vitória ganha um significado especial para Mato Grosso pela trajetória da nova senadora. Marina nasceu em 27 de dezembro de 1990, na capital mato-grossense, e pertence a uma família conhecida no estado. Ela é filha do empresário e pecuarista Mário Cândia e neta de José Monteiro de Figueiredo, o Doutor Zelito, que foi vice-governador de Mato Grosso entre 1971 e 1975.
De Cuiabá a Alagoas
Formada em Administração — e também citada em registros biográficos como formada em Direito —, Marina mudou-se para Maceió em 2020. Sua projeção pública cresceu principalmente durante o período em que foi primeira-dama da capital alagoana, entre 2021 e o início de 2026.
Ela é casada com João Henrique Caldas, o JHC, que deixou a Prefeitura de Maceió para disputar o Governo de Alagoas e também saiu vitorioso das urnas neste domingo. Assim, o casal alcançou dois dos cargos de maior peso político do estado na mesma eleição: JHC foi eleito governador e Marina conquistou uma cadeira no Senado.
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Estreia nas urnas e vitória sobre Renan Calheiros
A dimensão da vitória de Marina também está nos adversários que ficaram pelo caminho. Esta foi a primeira vez que a cuiabana disputou uma eleição, e ela conseguiu superar o senador Renan Calheiros (MDB), um dos políticos mais tradicionais do país, que buscava um novo mandato.
Renan terminou em terceiro lugar, com cerca de 22,2% dos votos, ficando fora das duas vagas conquistadas por Arthur Lira e Marina. O resultado encerra uma sequência de quatro mandatos de Renan Calheiros no Senado.
Antes da campanha, Marina chegou a ser cotada para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. O projeto político mudou durante o processo eleitoral, e seu nome passou a ganhar força para o Senado, chegando à reta final competitiva contra nomes tradicionais da política alagoana.
Uma cuiabana no Senado
Apesar de ter construído sua trajetória pública em Alagoas e assumir o mandato representando o estado nordestino, Marina leva para Brasília uma ligação direta com Mato Grosso.
Nascida e criada em uma família cuiabana com histórico na política estadual, ela deixa a condição de ex-primeira-dama de Maceió e, aos 35 anos, passa a ocupar um dos 81 assentos do Senado Federal.
O mandato terá duração de oito anos, com início em 2027.
De Cuiabá ao Senado Federal, Marina Cândia transforma sua primeira experiência nas urnas em uma vitória de alcance nacional e coloca mais uma mato-grossense no centro da política brasileira.

