O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou ser o verdadeiro presidente eleito do Brasil em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), após chegar a Miami, nos Estados Unidos. Derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), Flávio contestou o resultado das urnas e anunciou que pretende comandar a oposição brasileira do exterior.
No documento, o parlamentar se dirige à população brasileira e à comunidade internacional como vencedor da disputa presidencial. Ele afirma que houve fraude eleitoral e acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de interferir no processo de votação. As acusações não foram acompanhadas de provas que comprovem irregularidades capazes de invalidar o resultado oficial.
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Flávio também questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a prorrogação do horário de votação em determinadas seções eleitorais. Segundo o senador, a medida teria comprometido a igualdade de condições entre os eleitores.
O parlamentar deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos, fazendo escala no Equador. A viagem ocorreu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que entregasse seus passaportes à Polícia Federal e permanecesse no país.
Na carta, Flávio negou que sua saída tenha sido uma fuga e justificou a decisão alegando falta de segurança jurídica e temor de perseguição política contra sua família.
O senador agradeceu aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento recebido. Ele também comparou sua situação à de lideranças políticas que atuaram fora de seus países, citando Charles de Gaulle, José Martí e Juan Guaidó.
Flávio afirmou ainda que pretende manter contato com seus apoiadores e organizar uma estratégia de oposição ao governo Lula. O parlamentar fez um apelo a senadores, deputados e governadores aliados, mencionando especialmente Rogério Marinho (PL), seu candidato à presidência do Senado.
Apesar da declaração de Flávio Bolsonaro, a Justiça Eleitoral reconhece a vitória de Lula no segundo turno, por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos. A autodeclaração do senador não modifica o resultado oficial da eleição.


