O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) realizou 88 cirurgias por videolaparoscopia nos últimos dois meses, ampliando o uso de procedimentos minimamente invasivos na unidade. A técnica vem sendo aplicada principalmente em casos de apendicite e doenças da vesícula biliar, tanto em atendimentos de urgência quanto em cirurgias eletivas de pacientes que aguardavam na fila da Central de Regulação.
A mudança começou em 13 de junho, quando o HMC iniciou um mutirão para ampliar a realização das cirurgias por vídeo. Diferentemente do procedimento convencional, que exige grandes incisões, a videolaparoscopia utiliza pequenos cortes, uma câmera e instrumentos específicos. As imagens da região operada são transmitidas para um monitor, permitindo o acompanhamento do procedimento pela equipe médica.A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, afirmou que a ampliação da técnica aumenta o acesso a procedimentos considerados mais modernos e pode facilitar a recuperação dos pacientes.
“Estamos ampliando o acesso da população a procedimentos realizados com técnicas mais modernas, que proporcionam mais conforto, segurança e uma recuperação mais rápida. Esse resultado mostra o avanço que estamos promovendo no HMC e o compromisso em oferecer uma assistência cada vez mais qualificada aos pacientes do SUS”, destacou Deisi Bocalon.
Entre os benefícios da videolaparoscopia estão cortes menores, menor trauma aos tecidos, redução da dor no período pós-operatório, maior conforto e recuperação mais rápida. Dependendo da avaliação clínica, o método também pode permitir que o paciente receba alta hospitalar mais cedo.
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), Kelluby de Oliveira, avaliou que o aumento dos procedimentos representa uma mudança na assistência cirúrgica oferecida pelo HMC.“Estamos fortalecendo a capacidade do HMC e incorporando procedimentos que trazem ganhos importantes para o paciente. São 88 cirurgias realizadas em apenas dois meses, um resultado que demonstra o avanço da unidade e a importância de investir em estrutura, equipes e novas tecnologias para ampliar o atendimento pelo SUS”, afirmou Kelluby.
A maior parte dos procedimentos realizados no período foi de cirurgias para apendicite e problemas na vesícula biliar. Em junho e julho, o hospital também realizou um mutirão que contabilizou 30 cirurgias por videolaparoscopia.
Além dos atendimentos de urgência, a técnica passou a ser utilizada em cirurgias eletivas de pacientes que estavam aguardando pelo procedimento por meio da Central de Regulação.
O médico responsável técnico pelo HMC, Eduardo Andraus, destacou a diferença entre a técnica convencional e o procedimento por vídeo, especialmente em relação ao tamanho das incisões e à recuperação.
“Quando pensamos nas grandes incisões da cirurgia convencional e comparamos com os pequenos cortes da cirurgia por vídeo, percebemos uma diferença muito importante. É uma cirurgia que possibilita mais conforto, menos dor, recuperação mais rápida e, em muitos casos, uma alta mais precoce. Isso também permite ampliar o acesso da população ao SUS”, explicou Eduardo Andraus.
Segundo o médico, em 2026, a maior parte das cirurgias de apendicite e vesícula realizadas no HMC passou a ser feita por videolaparoscopia, principalmente nos casos de urgência e nos procedimentos eletivos encaminhados pela Central de Regulação.
A realização dos 88 procedimentos em dois meses amplia o uso da videolaparoscopia na rotina do HMC e integra a mudança na oferta de cirurgias da unidade, com foco no acesso aos procedimentos pelo SUS, na segurança e nas condições de recuperação dos pacientes.

