Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proibiu a Universidade de Harvard — uma das mais prestigiadas instituições de ensino do mundo — de aceitar estudantes estrangeiros. A medida foi anunciada nesta quinta-feira (22) pelo Departamento de Segurança Interna e já provoca reações no meio acadêmico global.
A decisão, que entra em vigor no ano letivo de 2025–2026, vale não apenas para novos candidatos internacionais, mas também para os estudantes estrangeiros já matriculados, que deverão ser transferidos para outras universidades. O governo norte-americano afirma que a medida é uma retaliação direta à recusa de Harvard em seguir normas impostas pela atual administração.
Desde que reassumiu a presidência, Trump tem pressionado universidades a adotarem uma agenda alinhada ao seu governo. Harvard, no entanto, resistiu a essas imposições e, em abril, chegou a processar o governo após o congelamento de mais de US$ 2,2 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões) em subsídios federais destinados à pesquisa.
“Não cabe a nenhum governo, seja qual for o partido, determinar quem as universidades podem admitir, o que podem ensinar ou quais áreas de pesquisa devem seguir”, afirmou na época o presidente de Harvard, Alan Garber.
Em resposta à nova medida, a universidade declarou que considera a decisão ilegal e reforçou seu compromisso com a diversidade internacional em seu corpo docente e discente. Atualmente, Harvard recebe estudantes e professores de mais de 140 países.
Trump, por outro lado, acusou a universidade de agir como uma “entidade política” que dissemina uma “doença movida por ideologia, política e terrorismo”.
A proibição levanta preocupações sobre o impacto na continuidade de pesquisas científicas e médicas financiadas com recursos federais — fundamentais para o funcionamento da instituição. Ainda não está claro por quanto tempo Harvard conseguirá manter essas atividades sem o apoio do governo.

