O deputado federal José Medeiros (PL) afirmou que a próxima eleição para o Senado em Mato Grosso terá caráter de plebiscito e será decisiva para o futuro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo o parlamentar, o resultado das urnas poderá definir tanto a anistia dos envolvidos quanto o rumo institucional do país, que ele classifica como um processo de “venezuelização”.
Medeiros destacou que Bolsonaro obteve mais de 60% dos votos no estado e atribuiu a atual situação jurídica do ex-presidente à atuação de partidos do Centrão. Para ele, apenas a eleição de senadores alinhados ao bolsonarismo poderá alterar o cenário no Congresso Nacional.
“Se querem manter Bolsonaro preso, basta não votar no candidato dele. Ele está preso em razão do posicionamento de boa parte dos partidos desses pré-candidatos. Quem mantém Bolsonaro preso são o PSD, o MDB e outros partidos do Centrão. O que teremos é uma espécie de plebiscito. Se não fizermos o maior número de cadeiras no Senado, haverá a consolidação dessa venezuelização do Brasil, com Moraes e outros ministros mandando em tudo”, afirmou.
O deputado também lançou um desafio público aos demais pré-candidatos ao Senado em Mato Grosso, cobrando que apresentem, antes mesmo da eleição, um pedido formal de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
“Já existem crimes. Deixo aqui esse desafio aos pré-candidatos: redigirem ainda hoje o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes e protocolarem no Senado. Não se trata de um enfrentamento contra o STF, mas contra condutas vedadas, praticadas por quem age contra os interesses da sociedade”, declarou.
Como exemplo, Medeiros citou o caso envolvendo o Banco Master, mencionando a existência de um contrato firmado pela esposa do ministro Alexandre de Moraes no valor de R$ 129 milhões, além de apontar, segundo ele, uma atuação do magistrado junto ao Banco Central em defesa da instituição financeira.
“Se fosse para medir o ministro Alexandre com a mesma régua com que ele mede todos os seus adversários, era para ele estar preso”, concluiu.

