ANA CAROLINA GUERRA
Mato Grosso encerrou o primeiro mês de 2026 em cenário de atenção máxima no setor de mineração. Dados do Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração (SIGBM) apontam que o Estado possui atualmente 17 barragens classificadas em Nível de Emergência 1, o primeiro estágio de instabilidade previsto nos protocolos de segurança.
O levantamento da Agência Nacional de Mineração (ANM) indica que Mato Grosso conta com 84 barragens cadastradas, das quais 61 estão enquadradas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Entre os casos que mais preocupam está a barragem Alain II, localizada em Poconé, que teve sua categoria de risco elevada de “médio” para “alto” em janeiro. A estrutura pertence à empresa Alain Stephane Riviere Mineração.
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De acordo com o monitoramento oficial, o município de Nossa Senhora do Livramento concentra o maior número de estruturas em situação de emergência: 10 das 17 barragens classificadas em Nível 1 estão localizadas na cidade, tornando a região o principal foco de preocupação no Estado. Entre elas estão Manah 1, Jaburu, Neta, TG de Souza, além de unidades operadas pela Mineração Abdala e pelo empresário José Maria Otávio Martins Duarte.
Em Poconé, a mudança de status da barragem Alain II acendeu o alerta para a possibilidade de incidentes, uma vez que, em apenas 30 dias, a estrutura passou de condição considerada estável para alto risco.
Por outro lado, o setor segue em expansão. Em janeiro, foi cadastrada a barragem CP01, no município de Pontes e Lacerda, classificada, porém, com baixo potencial de dano.
Conforme documento da ANM, todas as vistorias realizadas pela agência em janeiro de 2026 foram concentradas no Estado de Minas Gerais, o que levanta questionamentos sobre a necessidade de intensificação das fiscalizações em Mato Grosso diante do atual cenário de alerta.

