Minuta do plano de preservação tem 68 páginas
Andre Borges/Agência Brasília
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), vai enviar para avaliação da CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal), nesta segunda-feira (4), o projeto que altera a ocupação da área tombada de Brasília. O esboço do texto tem 68 páginas e foi desenvolvido pela Seduh (Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação).
Veja também
Brasília
Polícia Civil do DF procura irmãos suspeitos de furtar loja do filho do governador Ibaneis Rocha
Brasília
Ibaneis assina ordem de serviço para obras de revitalização no Hospital de Brazlândia
Saúde
Brasil registra 44 mortes e mais de 20 mil casos de dengue em um dia; mais infectadas são as mulheres
O chamado PPCUB (Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília) — instrumento regulatório das políticas de preservação, planejamento e de gestão da área tombada do DF — abrange as seguintes regiões: Candangolândia, Cruzeiro, Octogonal, Plano Piloto e Sudoeste, além do Lago Paranoá.
O Plano começou a ser idealizado em 2012 e passou por oito audiências públicas ao longo dos anos. Na CLDF, o projeto deve ser analisado pela CAF (Comissão de Assuntos Fundiários), CDESCTMAT (Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo) e CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).
Segundo a minuta, o plano tem o objetivo de “resguardar a singularidade da concepção urbanística e da paisagem urbana de sua área de abrangência e o ordenamento do território para o exercício das funções sociais da cidade e da propriedade urbana”. Também apresenta planos para desenvolver, qualificar e modernizar o Conjunto Urbanístico de Brasília.
O PPCUB é um dos instrumentos jurídicos elaborados de acordo com diretrizes e princípios do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), que é o instrumento básico da política territorial do DF e estabelece o zoneamento — se a área é urbana, rural ou ambiental —, regularização e instrumentos jurídicos das áreas do DF.
O plano divide a área de abrangência em doze TPs (Territórios de Preservação), que são subdivididos em UPs (Unidades de Preservação). Cada UP possui parâmetros de uso e ocupação do solo específicos, além de instrumentos de controle urbanístico e preservação.
Escolas Urbanas: Monumental, Residencial, Gregária e Bucólica
O PPCUB determina os conceitos de quatro Escalas Urbanas, que são:• Monumental: escala simbólica e coletiva, que define os elementos que classificam Brasília a marca de efetiva capital do país, concentrando os espaços de caráter cívico-administrativo, coletivo e cultural. Exemplo: Congresso Nacional, Itamaraty, Catedral, Praça do Cruzeiro;• Residencial: escala doméstica e cotidiana, estruturada pela sequência articulada de superquadras, entrequadras e comércios locais, constituindo áreas de vizinhança;• Gregária: escala de convívio, correspondente ao centro urbano da cidade. Exemplo: Setores Bancários, Hoteleiros e de Autarquias; e• Bucólica: escala que confere a Brasília o caráter de cidade-parque, compreendendo áreas livres com cobertura vegetal e ampla arborização, destinadas, principalmente, à preservação ambiental, ao paisagismo e ao lazer. Exemplo: orla do Lago Paranoá, parques urbanos e faixas verdes das superquadras.
O Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) fez contribuições técnicas para a elaboração do PPCUB — considerando que o Conjunto Urbanístico de Brasília é uma área tombada tanto pelo instituto quanto pelo próprio Governo do DF —, de modo que a responsabilidade de preservação é comum às esferas federal e distrital.

