Em uma proposta inédita e carregada de simbolismo, o Festival Chacrona celebra seus 10 anos abrindo espaço para a ancestralidade indígena em meio à cena da música eletrônica. Pela primeira vez, o público terá a oportunidade de vivenciar um ritual tradicional conduzido pelo povo A’uwẽ Uptabi (Xavante), conhecidos como “Guardiões do Cerrado”.

A iniciativa marca um novo momento do festival, que amplia seu conceito ao integrar cultura, espiritualidade e música em uma mesma experiência. A cerimônia ritualística não apenas reforça a identidade e os saberes do povo Xavante, como também promove o resgate de tradições ancestrais e o fortalecimento dos vínculos sociais dentro e fora das aldeias.
O povo Xavante carrega uma relação profunda com a natureza e a coletividade. Considerados um povo híbrido em sua forma de viver, transitam entre diferentes realidades, da vida tradicional à convivência com o mundo contemporâneo, mantendo suas raízes firmes mesmo diante dos desafios. Essa essência será compartilhada com o público por meio de cantos, danças, artesanatos e orações.
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A proposta do festival é provocar uma reflexão sensorial e espiritual. Em meio à chamada “selva de prédios”, os participantes serão convidados a reconectar-se com elementos naturais e simbólicos, olhar para o sol, cantar para a lua e resgatar uma escuta mais sensível do mundo ao redor.
A edição de 10 anos do Chacrona promete ser um divisor de águas. Mais do que um evento musical, o festival se posiciona como um movimento cultural que busca reinventar a experiência do público, misturando arte, consciência e diversidade. Com uma programação que une inovação e tradição, a expectativa é de que o Chacrona não apenas celebre sua trajetória, mas também redefina os rumos dos festivais de música eletrônica no Brasil.

