ANA CAROLINA GUERRA
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMG) divulgou os números atualizados de mortos e desaparecidos após o forte temporal que atingiu Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira, entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24). Até o momento, são 53 mortes confirmadas — 47 em Juiz de Fora e seis em Ubá — além de milhares de pessoas afetadas. Mais de 3 mil moradores estão desabrigados.
Para atuar nas áreas atingidas, os bombeiros organizaram oito frentes de trabalho, sendo seis em Juiz de Fora e duas em Ubá. As duas cidades decretaram estado de calamidade pública diante da dimensão da tragédia.
Em Juiz de Fora, o volume de chuva registrado em fevereiro já é considerado o maior da história do município. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), foram acumulados 589,6 milímetros no mês — quase o triplo da média histórica, que varia entre 170 e 200 milímetros. A cidade contabiliza 13 pessoas desaparecidas, cerca de 3 mil desabrigados e 400 desalojados.
Já em Ubá, o acumulado chegou a aproximadamente 170 milímetros em apenas três horas. O Rio Ubá atingiu 7,82 metros, provocando uma inundação histórica entre a noite de segunda e a madrugada de terça. O município registra seis mortes, duas pessoas desaparecidas, 178 desalojados e 26 desabrigados.
Clique aqui para entrar em nosso grupo do whatsapp
Imagens gravadas por moradores mostram o rastro de destruição deixado pelo temporal, com casas desabando, carros ilhados e deslizamentos de terra. Diante do cenário, as prefeituras instalaram planos de contingência e montaram salas de crise para coordenar as ações emergenciais. Equipes seguem mobilizadas no atendimento às vítimas e na resposta a ocorrências de desabamentos, enxurradas e enchentes.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que acompanha a situação de perto e anunciou que o Estado decretará luto oficial de três dias. O vice-governador, Mateus Simões (PSD), esteve na região e sobrevoou as áreas atingidas ao lado do coordenador estadual da Defesa Civil para monitorar os trabalhos.
Diante da gravidade do cenário, o Inmet emitiu alerta vermelho o mais alto nível de severidade para acumulado de chuva em áreas do Sudeste até a próxima sexta-feira (27). O aviso indica “grande perigo”, com previsão de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia, além de alto risco de novos alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

