Mais do que uma celebração cultural, a Chapada FeijoFolia se consolida, em 2026, como um importante vetor de desenvolvimento econômico para Chapada dos Guimarães. Com mais de duas décadas de história, o evento ativa uma ampla cadeia produtiva que envolve produção cultural, música, gastronomia, hotelaria, transporte, comércio e serviços.
Somente no sábado de Carnaval, 14 de fevereiro, a estimativa conservadora aponta que a FeijoFolia movimenta aproximadamente R$ 1,78 milhão na economia. O cálculo considera gastos médios do público, faturamento de bares e restaurantes, investimentos em cachês artísticos, além de custos com estrutura e contratação de serviços.
Consumo e cadeia produtiva aquecidos
Com público estimado em 3 mil pessoas no sábado, o gasto médio individual foi calculado em R$ 350, incluindo alimentação, bebidas, abadá, transporte e consumo no comércio local. Esse volume representa R$ 1.050.000 em circulação direta.
Na gastronomia e no setor de bebidas, o impacto é ainda mais visível. Barracas, bares e restaurantes registram faturamento estimado em R$ 420 mil apenas no sábado, ampliando equipes e aumentando o volume de compras de insumos. Pequenos produtores e fornecedores regionais também são beneficiados.
Já os cachês artísticos e técnicos — com atrações como o grupo Art Popular e a banda CDB – Categoria de Base — somam investimento estimado em R$ 180 mil. O valor inclui músicos, técnicos de som, iluminação e roadies.
Na estrutura do evento, que envolve produção cultural, montagem, desmontagem, segurança privada, limpeza, geradores, som e iluminação, o investimento chega a aproximadamente R$ 130 mil.
Renda que permanece na cidade
Do total estimado de R$ 1,78 milhão, cerca de R$ 900 mil permanecem diretamente em Chapada dos Guimarães, fortalecendo pequenos negócios, trabalhadores autônomos e empresas locais.
Ao todo, aproximadamente 450 profissionais são contratados direta e indiretamente, abrangendo áreas como produção, segurança, serviços gerais, gastronomia, hotelaria, transporte e comércio.
Além do impacto imediato, o evento impulsiona o turismo regional. Hotéis, pousadas, casas de temporada, motoristas por aplicativo e táxis operam com alta demanda, especialmente com o fluxo de visitantes vindos de Cuiabá e de outras cidades do estado.
Cultura como estratégia de desenvolvimento
Com apoio da Prefeitura de Chapada dos Guimarães, a FeijoFolia é reconhecida como ativo cultural e econômico, contribuindo para posicionar o município como destino turístico durante o Carnaval.
Para o produtor cultural Edson Guilherme, o impacto econômico é resultado de planejamento e visão estratégica.
“A FeijoFolia é uma engrenagem econômica. Cada edição gera trabalho, renda e oportunidades. É um evento que respeita a cultura, mas também entende a importância de fazer o dinheiro circular dentro da cidade”, afirma.
Ao unir tradição, organização e investimento, a Chapada FeijoFolia reafirma seu papel não apenas como festa, mas como motor de desenvolvimento local, capaz de transformar celebração em renda, trabalho e crescimento sustentável.

