O mercado de trabalho em Mato Grosso começou 2026 em ritmo positivo, impulsionado principalmente pelo agronegócio. Em janeiro, o Estado foi responsável por 43,7% dos empregos gerados na agropecuária brasileira, com a criação de 10.074 novas vagas formais, de um total de 23.073 postos abertos no país no período.
Com esse resultado, Mato Grosso aparece como o segundo estado que mais gerou empregos no setor, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que registrou 11.139 novas vagas. Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, compilados pelo Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso (DataHub MT), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
No cenário geral do mercado de trabalho, Mato Grosso também apresentou desempenho expressivo. Em janeiro, foram criados 18.731 novos empregos formais no Estado, número que representa 16,7% de todas as vagas abertas no Brasil, que somaram 112.334 no período.
A agropecuária foi a principal responsável pelo resultado, concentrando 54% das contratações registradas no Estado no primeiro mês do ano.
O bom desempenho do setor está diretamente ligado ao início da colheita da safra 2026, especialmente nas atividades relacionadas ao cultivo de soja, que respondeu por 72% das vagas criadas na agropecuária, com 7.299 novos empregos. Também contribuíram para o saldo positivo a criação de bovinos para corte, com 804 vagas (8%), o cultivo de milho, com 497 postos (5%), além de atividades como preparo do solo, cultivo, colheita e serviços de apoio à agricultura.
Entre os municípios que mais geraram empregos no setor estão Sorriso, com 779 vagas, seguido por Nova Mutum (403), Brasnorte (386), Primavera do Leste (368) e Pedra Preta (351). Também aparecem entre os destaques cidades como Paranatinga, Campo Novo do Parecis, Querência, Diamantino e Nova Ubiratã.
A expectativa de continuidade desse desempenho positivo também é reforçada pelas estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontaram aumento de 2,04 milhões de toneladas na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Mato Grosso em janeiro de 2026, na comparação com o mês anterior.
Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Anderson Lombardi, os números refletem o ambiente favorável para produção e investimentos no Estado.
“Os números mostram com muita clareza a força da economia mato-grossense. Mato Grosso começa o ano com um saldo expressivo de geração de empregos e a agropecuária tem papel central nesse resultado. Dos mais de 18 mil postos de trabalho criados em janeiro, mais de 10 mil vieram do agro, o que demonstra como o setor segue impulsionando oportunidades, movimentando a economia e contribuindo para o desenvolvimento regional. Esse desempenho também reflete a confiança de quem produz e investe no Estado, além do dinamismo das nossas cadeias produtivas”, destacou.

