Luciano Francisco de Moraes, de 30 anos, preso por matar a companheira Regiane Alves Rodrigues da Silva, de 38 anos, a facadas dentro de um mercado em Várzea Grande, questionou se a mulher realmente havia morrido durante audiência de custódia. O crime aconteceu na noite de segunda-feira (19), no bairro Água Vermelha, e foi registrado por câmeras de segurança do estabelecimento.
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Durante a audiência, Luciano demonstrou surpresa ao ser informado sobre a morte da companheira e perguntou: “Mas ela morreu mesmo, velho?”. Apesar de admitir o ataque, ele alegou que não tinha intenção de matá-la.
“Eu peguei uma faquinha em cima da mesa, aí eu finquei nela, mas não era para matar”, declarou.
Segundo o relato apresentado pelo próprio homem, a discussão começou porque Regiane queria comprar um produto, mas não tinha dinheiro. Durante o depoimento, Luciano também afirmou que a companheira era “brava demais”, tentando justificar o desentendimento que terminou em feminicídio.
As imagens das câmeras de segurança mostram o casal discutindo momentos antes do assassinato. Regiane entrou no estabelecimento e chegou a se aproximar de uma funcionária, mas foi seguida pelo companheiro, que a atacou com uma faca.
Testemunhas relataram à Polícia Militar que o casal vivia em situação de rua e que havia discutido antes do crime, ocorrido no Mercado Ferreira, localizado no bairro Água Vermelha.
Após ser atingida, Regiane recebeu os primeiros atendimentos de equipes de resgate e foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada por volta das 21h10.
PRISÃO E ANTECEDENTES
Logo após o assassinato, Luciano fugiu do mercado. Policiais militares do 4º Batalhão utilizaram imagens do sistema de monitoramento para identificar as características do criminoso e iniciar as buscas pela região.
Ele foi localizado na Rua Santo Antônio, nas proximidades da Praça da Alegria, na região central de Várzea Grande. Luciano recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia.
A faca utilizada no assassinato também foi encontrada e apreendida pela Polícia Militar, sendo posteriormente entregue à Polícia Civil.
Luciano já possuía antecedentes por violência doméstica. Conforme as informações divulgadas durante a audiência, ele havia cumprido oito meses de prisão por uma ocorrência enquadrada na Lei Maria da Penha.
Mesmo após admitir que atacou Regiane, o homem sustentou que pretendia apenas intimidá-la e negou que tivesse a intenção de provocar sua morte.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela apuração das circunstâncias do feminicídio.

