O vereador Ilde Taques (Podemos), eleito presidente da Câmara Municipal de Cuiabá para o biênio 2027/2028, afirmou que policiais apreenderam apenas seu celular durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, na manhã desta terça-feira (20). O parlamentar é um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investiga possíveis irregularidades envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
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Durante coletiva de imprensa realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, Ilde declarou que recebeu os agentes e colaborou com o cumprimento da ordem judicial.
“Nada ilegal. Recebi as autoridades. É importante falar que eu respeito o trabalho da segurança, das autoridades. Levaram apenas meu celular”, afirmou.
Questionado sobre uma abordagem realizada pela Rotam meses antes da operação, o vereador negou que materiais ilegais tenham sido encontrados na ocasião. Ele confirmou que havia participado de um almoço com o vereador Alex Rodrigues (Podemos), também alvo da investigação.
Segundo Ilde, o encontro foi uma confraternização entre parlamentares, organizada por um amigo.
“Apenas participamos de um almoço, eu e o vereador Alex. Se tivessem me convidado, eu iria de novo, porque quem me convidou foi um amigo meu. Era uma confraternização entre vereadores. Eu participei, demorei pouco menos de duas horas e fui embora”, relatou.
Durante a coletiva, a imprensa insistiu em saber se havia dinheiro com o parlamentar no momento da abordagem, destacando que portar dinheiro não constitui, por si só, uma ilegalidade.
Ilde não respondeu diretamente se havia alguma quantia em sua posse e voltou a afirmar que nenhum material ilegal foi apreendido.
“Não apreendeu nada ilegal, nem na minha casa e nem na abordagem”, declarou.
Operação mobiliza mais de 200 policiais
A Operação Cathedra Venalis mobiliza mais de 200 policiais e investiga possíveis crimes relacionados à eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Entre os investigados estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.
Na capital, os alvos são Ilde Taques e Alex Rodrigues, ambos do Podemos.
Em Várzea Grande, os alvos confirmados incluem Cilcinho (PV), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Miguelzinho (Cidadania), Lucélia Oliveira (Agir), Kleberson Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos), Enfermeiro Emerson (PP), Wanderley Cerqueira (MDB), Gisa Barros (Podemos) e Rogerinho Dakar (PSDB).
Também estão entre os alvos o suplente de vereador Samir Japonês (PL) e a diretora-geral da Câmara de Várzea Grande, Lorineide Aparecida Trindade Inhan.
Defesa nega envolvimento
Em nota divulgada após a operação, a defesa de Ilde Taques afirmou que o vereador não tem qualquer participação em articulações ilegais relacionadas à eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande.
O advogado Eduardo Mahon informou que o parlamentar ainda não teve acesso aos autos da investigação, que tramitam sob sigilo judicial.
A defesa também declarou que Ilde permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e continuará exercendo normalmente suas atividades parlamentares.
Eleito presidente da Câmara de Cuiabá no dia 6 de outubro, com os votos dos 27 vereadores, Ilde assumirá o comando do Legislativo municipal em janeiro de 2027.

