A campanha do governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), é acusada de promover uma ofensiva coordenada nas redes sociais contra o senador Wellington Fagundes (PL), seu principal adversário na disputa pelo Palácio Paiaguás.
A informação foi publicada nesta quarta-feira (9) pela jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. Segundo a coluna, redes sociais e blogs locais passaram a repercutir nas últimas semanas acusações antigas relacionadas a Wellington, incluindo questionamentos sobre a evolução patrimonial do senador e episódios ocorridos há cerca de duas décadas.
A reportagem afirma que parte das publicações recupera processos e investigações antigas sem destacar que determinados casos foram arquivados e não resultaram em condenação contra o candidato do PL.
O movimento é descrito pela coluna como uma espécie de “gabinete do ódio” voltado ao desgaste de adversários políticos. Até o momento, porém, não há comprovação pública de que Pivetta tenha determinado ou coordenado pessoalmente esse tipo de atuação.
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Caso Oi entra no centro da disputa
A intensificação dos ataques acontece enquanto a Operação Heritage, da Polícia Federal, provoca repercussão política em Mato Grosso.
A investigação apura suspeitas relacionadas ao pagamento de aproximadamente R$ 308 milhões decorrente de um acordo entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi, firmado em abril de 2024, durante a gestão de Mauro Mendes, período em que Pivetta ocupava o cargo de vice-governador.
Segundo informações reveladas a partir da investigação, a Polícia Federal apura suspeitas envolvendo a destinação de recursos relacionados ao acordo e possíveis irregularidades no pagamento.
Uma das empresas que passou a aparecer no contexto das apurações é a Brasbio Brasil Bioenergia S/A, companhia da qual Pivetta é acionista. Documentos contábeis divulgados pela imprensa apontaram aportes milionários feitos por empresários mencionados na investigação.
A existência dessas movimentações e a ligação empresarial de Pivetta, por si só, não significam que o governador tenha cometido qualquer crime. As circunstâncias e a origem dos recursos são objeto das apurações.
Disputa eleitoral esquenta
A revelação sobre a suposta estratégia de ataques ocorre em meio ao acirramento da campanha eleitoral em Mato Grosso.
Nesta quarta-feira (9), uma nova rodada do Paraná Pesquisas mostrou Pivetta na liderança da disputa pelo Governo do Estado, com 40,8% das intenções de voto, enquanto Wellington Fagundes aparece com 30%. Natasha Slhessarenko (PSD) registra 12%.
Na comparação com a pesquisa anterior do mesmo instituto, Pivetta passou de 39% para 40,8%, enquanto Wellington oscilou de 35% para 30%.
O levantamento ouviu 1.352 eleitores de 52 municípios entre os dias 6 e 8 de setembro. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-01505/2026.
Apesar da vantagem atual de Pivetta, a disputa entre os dois principais candidatos já apresentou cenários mais apertados. Em levantamento do Paraná Pesquisas realizado em agosto, por exemplo, uma eventual disputa de segundo turno apontava Pivetta com 44,3% e Wellington com 40,8%, situação de empate técnico dentro da margem de erro.
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Ataques nas redes entram no radar eleitoral
Segundo a coluna de Andreza Matais, a estratégia observada em Mato Grosso faria parte de um fenômeno que também vem aparecendo em outras disputas estaduais, com estruturas digitais utilizadas para ampliar conteúdos negativos contra adversários.
A legislação eleitoral estabelece limites para a propaganda na internet e proíbe, entre outras práticas, o impulsionamento pago destinado exclusivamente a atacar adversários, além do uso de identidade falsa e da disseminação ilícita de informações falsas ou gravemente descontextualizadas.
Até o momento, as acusações sobre uma atuação coordenada ligada à campanha de Pivetta são atribuídas à reportagem do Metrópoles e não representam conclusão da Justiça Eleitoral ou da Polícia Federal.
O Boraver MT deixa espaço aberto para manifestação da campanha de Otaviano Pivetta sobre as acusações.
Fonte: Coluna da jornalista Andreza Matais, no Metrópoles.
Com informações do Metrópoles.

