O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) cobrou a divulgação dos dados financeiros de Dark Horse, filme que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação ocorreu durante participação no programa Show do Bacci, da BNTV, nesta segunda-feira (7).
Para o parlamentar, é necessário tornar públicos os detalhes sobre os recursos utilizados na produção. “Se não tem nada, mostra tudo”, declarou.
A cobrança também foi direcionada ao deputado Mário Frias (PL-SP), ex-secretário especial da Cultura e responsável pelo argumento da história do longa. Nikolas questionou, em manifestações nas redes sociais, a ausência de Frias diante dos questionamentos relacionados ao dinheiro empregado no projeto.
Segundo Nikolas, Frias havia afirmado anteriormente que os dados sobre o filme seriam apresentados publicamente. Na avaliação do deputado mineiro, porém, ainda permanecem dúvidas sobre os valores envolvidos e a forma como os recursos foram aplicados.
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Produção é alvo de apuração
Os recursos destinados ao filme passaram a ser investigados por autoridades. Polícia Federal e Judiciário apuram a origem e a destinação de aproximadamente R$ 75 milhões relacionados à realização do longa.
Responsável pelo projeto, a empresa Go Up Entertainment nega qualquer irregularidade. A produtora também apresentou à Polícia Federal cerca de 25 mil páginas de documentos e contratos para tentar comprovar a origem e a utilização dos recursos.
A discussão sobre a produção ocorre paralelamente a questionamentos envolvendo integrantes da família Bolsonaro e aliados do ex-presidente. Nesse contexto, Nikolas passou a defender que a própria produção cinematográfica apresente esclarecimentos sobre sua prestação de contas.
Áudio envolvendo Nikolas e Vorcaro
O nome de Nikolas também apareceu nas discussões relacionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de áudios envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro.
A gravação foi divulgada pelo portal ICL Notícias. Enviada em março de 2025, ela mostra Nikolas pedindo ajuda a Vorcaro para beneficiar um ex-assessor e amigo pessoal em uma questão relacionada a uma área de mineração.
Depois da repercussão, o deputado reconheceu que o áudio era autêntico e confirmou ter mantido contato com Vorcaro. Nikolas, entretanto, negou ter proximidade com o dono do Banco Master e afirmou que a tentativa de ajudar o amigo não avançou.
A defesa do parlamentar também recorreu ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), alegando que publicações nas redes sociais distorciam o conteúdo da gravação para criar uma falsa ideia de intimidade entre Nikolas e o empresário.
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Ação sobre documento falso é extinta
Outro episódio envolvendo Nikolas teve desdobramento no TRE-MG. No sábado (5), o tribunal extinguiu, sem analisar o mérito, uma ação apresentada contra o deputado pela divulgação de um documento falso atribuído à Polícia Federal.
A representação havia sido protocolada pelas deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Bella Gonçalves (PT-MG), além da candidata Ana Elisa (PT). Elas acusaram Nikolas de utilizar Inteligência Artificial para produzir uma suposta certidão que afirmava que o parlamentar não era investigado pela corporação.
A ação foi encerrada por uma questão processual. A petição inicial não apresentava a URL da publicação original feita por Nikolas no Instagram. Conforme resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representações envolvendo propaganda irregular na internet precisam informar o endereço exato do conteúdo, seja por URL, URI ou URN.
A publicação com o documento falso foi retirada das redes sociais do deputado depois que agências de checagem apontaram a fraude. Nikolas afirmou, em sua defesa, que havia compartilhado a imagem originalmente publicada por um perfil no X, antigo Twitter, sem saber que o conteúdo era falso.
Mesmo com a extinção da ação, o caso foi encaminhado à Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais (PRE-MG).

