O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), criticou duramente o fato de Hercílio Junio Freitas Cordeiro, de 22 anos, ter deixado a delegacia em liberdade após prestar depoimento sobre o acidente que matou o motociclista Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, em Cuiabá.
Em manifestação sobre o caso, Mauro classificou a situação como um “escárnio” e defendeu mudanças na legislação brasileira para endurecer as punições em crimes que resultam em mortes.
“Isso aqui é um escárnio! O cara atropelou dois motociclistas, matou um deles e vai simplesmente responder em liberdade”, declarou.
Paulo Messias morreu na madrugada de domingo (30), após ser atingido pela BMW conduzida por Hercílio no cruzamento da Avenida Isaac Póvoas com a Rua Joaquim Murtinho, na região central de Cuiabá.
Segundo as investigações, momentos antes da colisão fatal, o mesmo veículo teria se envolvido em outro acidente com um motociclista, que sofreu uma luxação no tornozelo.
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Um dos pontos que chamou atenção durante a investigação foi a velocidade registrada pelo veículo. Um equipamento de fiscalização da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) flagrou a BMW trafegando a 177 km/h pela Avenida Isaac Póvoas, onde o limite permitido é de 50 km/h.
Com a força do impacto, Paulo foi arremessado por mais de dez metros. A motocicleta ficou presa ao veículo e teria sido arrastada por aproximadamente 30 metros.
Ainda conforme as apurações, Hercílio deixou o local após a colisão sem prestar socorro, abandonou a BMW e saiu a pé.
Na sexta-feira (4), o jovem compareceu à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), acompanhado de advogado. Ele prestou depoimento e deixou a unidade porque, naquele momento, não havia prisão em flagrante nem mandado de prisão preventiva ou temporária contra ele.
A situação provocou a reação de Mauro Mendes, que também mencionou o impacto de acidentes fatais sobre os familiares das vítimas.
“Não são apenas as vítimas. São pais, filhos, esposas, maridos e famílias inteiras que vão carregar para sempre uma dor que não tem volta”, afirmou.
O ex-governador defendeu penas mais rigorosas para casos envolvendo mortes e afirmou que pretende discutir mudanças na legislação caso seja eleito senador.
“Quem tira uma vida precisa enfrentar penas duras. Não dá para destruir sonhos, acabar com uma família e pouco tempo depois estar livre novamente”, declarou.
Motorista foi preso no dia seguinte
O caso teve um novo desdobramento no sábado (5). A Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra Hercílio Junio.
A ordem judicial foi expedida após representação pela prisão do investigado. Com isso, o motorista, que havia deixado a delegacia em liberdade após o depoimento na sexta-feira, acabou preso preventivamente no dia seguinte e ficou à disposição da Justiça.
A investigação sobre as circunstâncias dos acidentes continua.

