O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), afirmou que o partido pretende participar das composições majoritárias nas eleições de 2026, mas deixou claro que não pretende “correr atrás” de alianças políticas.
Conforme informações do site FolhaMax, Russi afirmou que o Podemos chega fortalecido para o pleito e acredita que a sigla pode alcançar cerca de 400 mil votos para deputado estadual e aproximadamente 200 mil votos para deputado federal.
Segundo o parlamentar, o desempenho esperado dá ao partido espaço para participar das discussões sobre a formação das chapas.
“Temos vários bons quadros dentro do Podemos. Tenho bastante clareza de que vamos participar da composição de chapas, no espaço que for possível para contribuir e ajudar. Temos vários nomes dentro do partido que podem contribuir com uma suplência, como vice e até mesmo uma vaga majoritária. Nada está descartado”, afirmou.
Ao comentar a declaração recente do governador e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), que demonstrou preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana para ocupar a vaga de vice em sua chapa, Max Russi citou três vereadoras do Podemos como possíveis nomes.
“Se a opção é uma mulher da Baixada Cuiabana, temos três nomes. As vereadoras Katiuscia e Mara, em Cuiabá, e a Gisa Barros, em Várzea Grande. As três têm mandato, voto e representatividade, podendo somar com qualquer chapa majoritária”, disse.
Apesar disso, o presidente da ALMT reforçou que o partido não irá buscar alianças de forma unilateral.
O deputado também comentou a possibilidade de integrar a composição da chapa ao Senado liderada pelo ex-governador Mauro Mendes (União Brasil). Questionado sobre a informação de que o grupo político já teria os nomes definidos, Russi afirmou que o cenário ainda pode mudar até o período das convenções partidárias.
“Pode ser que esteja. Pode ser que não, né. Depende do apoio que ele irá querer. Se achar que não precisa do apoio de ninguém e já montou a chapa, legal. Sucesso e vai ser feliz. Se entender que precisa e gostaria do apoio do Podemos e nos perguntar sobre suplência e indicações, vamos andar juntos”, declarou.
Max Russi também afirmou que o partido não pretende aceitar decisões impostas nas negociações políticas.
“Não temos problema com outros partidos e não quero dizer que as melhores pessoas estão somente aqui. Só não aceitamos imposição. Uma discussão sobre qualquer chapa majoritária que se queira andar junto com outras siglas, deve passar por um debate, olhando no olho. Quem vai para um processo eleitoral precisa da ajuda de muita gente. Não vamos nos oferecer para ninguém, mas estamos à disposição para colaborar”, completou.

