Da redação
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), reagiu às declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), sobre uma possível reeleição no comando do parlamento estadual e negou qualquer articulação para permanecer no cargo.
Segundo informações divulgadas pelo site Olhar Direto, Russi demonstrou surpresa ao ser citado no debate e questionou a legitimidade da opinião do prefeito sobre um tema interno da Assembleia. “O Abilio nem está aqui na Assembleia. Qual é a expectativa dele nesse sentido?”, afirmou.
A fala ocorre após Abilio comentar críticas feitas pelo vereador Ilde Taques (Podemos), aliado de Russi, que classificou como “retrocesso” a possibilidade de alteração no regimento interno da Câmara de Cuiabá para permitir a reeleição da atual presidente, Paula Calil (PL).
Ao rebater o vereador, o prefeito traçou um paralelo com a Assembleia Legislativa e citou Russi como exemplo de liderança que poderia ser reconduzida ao cargo. Ele ainda sugeriu que não haveria incoerência em defender a reeleição no âmbito estadual e criticá-la no municipal.
Russi, no entanto, tratou de afastar qualquer movimentação nesse sentido e reforçou que sua prioridade, neste momento, está voltada ao cenário eleitoral. “Eu nunca falei que seria candidato. Meu foco agora é a eleição. Depois disso, se for da vontade dos deputados, a gente conversa”, declarou.
No campo municipal, a disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá segue acirrada. O vereador Dilemário Alencar (União), líder do prefeito na Casa, também se colocou como opção, mas enfrenta resistência entre parlamentares. Já Abilio Brunini defende abertamente a recondução de Paula Calil e chegou a sugerir que outros pré-candidatos desistam da disputa.
Ilde Taques, por sua vez, mantém posição contrária à mudança no regimento interno. Para ele, a proposta pode comprometer o equilíbrio institucional ao permitir que um mesmo presidente permaneça no comando da Casa por até seis anos consecutivos.
Atualmente, o regimento da Câmara de Cuiabá não prevê a reeleição para a presidência, sendo necessária uma alteração nas regras internas para viabilizar uma eventual recondução. O debate segue em curso e deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias.

