Ana Carolina Guerra
A professora Jaciara Santos Pinheiro, responsável por uma sala anexa da Escola Municipal do Campo Miguelina Viegas Pinho Souza, na comunidade de Pirigara, zona rural de Barão de Melgaço, denunciou as condições precárias da unidade escolar e afirmou que decidiu deixar o cargo por não ter mais condições de permanecer no local.
Em um vídeo divulgado enviado ao Jornal Centro Oeste Popular, a docente relata problemas estruturais na escola, ausência de energia elétrica regular, falta de equipamentos básicos e, principalmente, a inexistência de moradia para professores que atuam na comunidade.
Segundo a professora, atualmente oito alunos são atendidos na unidade. No entanto, as condições do prédio e a falta de suporte dificultam a continuidade das atividades educacionais.
De acordo com o relato, o telhado da sala de aula está danificado, permitindo a entrada de chuva durante temporais e permitindo que morcegos alojem e deixem fezes dentro da sala e que o local não possui rede de esgoto nem caixa de gordura.
A situação da cozinha também foi apontada como crítica. Conforme a docente, o espaço não possui freezer, armários nem utensílios básicos para preparo de alimentos.
Outro problema relatado é a ausência de energia elétrica adequada na escola. Quando há necessidade de utilizar equipamentos, a alternativa é recorrer à energia emprestada de moradores da comunidade.
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Além da precariedade estrutural, a professora afirma que enfrenta dificuldades para permanecer na localidade devido à falta de moradia. Segundo ela, durante três anos de trabalho na comunidade conseguiu permanecer no local alugando uma casa. No entanto, no final do ano passado o proprietário pediu o imóvel e desde então não conseguiu encontrar outro lugar adequado para morar.
Sem alternativa, passou os últimos quatro dias acampada dentro da própria escola, dormindo no chão e que seus pertences estão empilhados no local, correndo risco de serem danificados pela chuva devido às condições do telhado.
Diante da situação, Jaciara informou que decidiu retornar para a cidade por não ter mais condições de permanecer na comunidade e continuar o trabalho nas condições atuais.
Moradores da região também relataram dificuldades enfrentadas pelos profissionais que atuam na localidade, destacando que o acesso à comunidade é difícil, o que torna ainda mais desafiadora a permanência de professores na escola.

