Ana Carolina Guerra
O deputado Diego Guimarães (Republicanos) afirmou que uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República não poderá depender de apenas um partido. Segundo ele, o projeto precisará de uma aliança ampla, envolvendo o Republicanos, o União Brasil e outras legendas do campo conservador.
A declaração ocorre após críticas do presidente estadual do Partido Liberal (PL), que afirmou que o Republicanos não seria um partido de direita por integrar a base do governo federal. Diego rebateu a fala e classificou como equivocada a tentativa de restringir a representação da direita a uma única sigla.
Para o deputado, a direita em Mato Grosso representa a maioria do eleitorado e não pode ser tratada como “propriedade partidária”. Ele afirmou ter convicção de que Flávio Bolsonaro não compartilha de uma visão exclusivista e que entende a necessidade de diálogo com diferentes lideranças.
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Diego citou como peças centrais nesse processo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta. Segundo ele, ambos têm peso político e capacidade de articulação nacional, sendo fundamentais para consolidar uma candidatura competitiva em 2026.
“O Flávio vai precisar do Republicanos, da União Brasil, do Tarcísio, do Pivetta e de outras lideranças. Não é um partido sozinho que elege presidente”, afirmou.
Além disso,ressaltou que, caso o senador seja oficialmente escolhido como candidato do Republicanos, terá seu apoio. Para ele, o foco deve estar na construção de um projeto nacional capaz de unificar o campo conservador e enfrentar o presidente Lula em 2026.
Ao tratar das disputas internas em Mato Grosso, o deputado avaliou que a eleição estadual tende a ocorrer majoritariamente dentro do próprio espectro da direita, com diferentes candidaturas disputando o mesmo eleitorado. Nesse cenário, afirmou que histórico pessoal, capacidade de gestão e resultados concretos terão peso maior do que discursos de exclusividade ideológica.
Por outro lado, o parlamentar defendeu que o debate avance para além das trocas de críticas públicas e que os partidos concentrem esforços na formação de alianças sólidas. “Se a direita quiser vencer nacionalmente, precisa pensar grande e caminhar unida”, concluiu.

