Criado em Cuiabá (MT), o Projeto Gênesis Rap amplia sua atuação nacional e inicia, em 2026, uma série de ações educativas na cidade de São Paulo. Ao todo, serão 47 dias de programação intensa, com oficinas de rap, workshops e intervenções artísticas em escolas da rede estadual de ensino e em espaços públicos, alcançando diferentes regiões do Sudeste.
A proposta do projeto é conscientizar e sensibilizar crianças, adolescentes e profissionais da educação sobre os impactos do uso de entorpecentes, utilizando a linguagem do hip hop como ferramenta pedagógica. As atividades unem rimas lúdicas, abordagem interdisciplinar, textos de forte impacto social, linguagem assertiva, vídeos com histórias reais e trilha sonora moderna, sempre adaptadas à faixa etária dos estudantes.
Além das ações nas escolas, o Gênesis Rap também realizará apresentações artísticas em espaços públicos, ampliando o alcance da mensagem e promovendo o envolvimento da comunidade nas discussões sobre prevenção às drogas, cidadania e inclusão social.
A etapa paulista do projeto conta com o apoio do Governo do Estado de Mato Grosso e do Ministério da Cultura, por meio do MT Criativo – edição Política Nacional Aldir Blanc, além do Conselho Estadual de Cultura de Mato Grosso, da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), do Instituto IGREC e do Instituto INCA.
Os workshops terão ainda o suporte do coletivo Rap for Jesus, de São Paulo, representado pelo rapper Fabinho Oliveira. As ações recebem também o apoio do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (COMAD), que orienta as diretrizes aplicadas na capital paulista, com intermediação de Amauri Figueiredo, além da parceria com o Coletivo Juventude contra o Crack.
Idealizado por Diógenes Luiz de Oliveira, conhecido artisticamente como Jorjão, o Projeto Gênesis Rap existe há mais de 15 anos e já impactou mais de 60 mil crianças, adolescentes e profissionais da educação em Mato Grosso.
Fundado em 2013, o projeto teve início como uma casa de recuperação para dependentes de álcool e drogas. Em 2015, com a colaboração da educadora e rapper Marjori Petrenko (M-JAY), a iniciativa passou a atuar diretamente nas escolas, utilizando intervenções da cultura hip hop como estratégia educativa e preventiva.
Natural de Cuiabá, Jorjão Oliveira é rapper e palestrante. Integrou o grupo “Minutos Terríveis”, com atuação marcante no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Após uma adolescência marcada pelo envolvimento com drogas e criminalidade, transformou sua trajetória pessoal em ferramenta de conscientização, levando sua história e conhecimento para ações educativas voltadas à prevenção da dependência química.

